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Estudantes de Audiologia rastreiam audição de 100 crianças

 

Cerca de uma centena de alunos do ensino básico de Coimbra estão a participar em rastreios auditivos no âmbito de uma parceria entre a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC) e a Unidade de Cuidados na Comunidade de Celas (UCC Celas). Os rastreios são realizados por equipas de estudantes e professores da ESTeSC, que se deslocam às escolas gratuitamente. As crianças que apresentam problemas auditivos são, depois, encaminhadas para o seu médico de família.

O projeto, que nasceu em 2016, permite fazer o despiste de alterações da audição – muitas vezes assintomáticas – junto das crianças, ao mesmo tempo que possibilita aos alunos da licenciatura em Audiologia da ESTeSC uma aprendizagem em contexto real e comunitário.

O programa de rastreios arrancou no início do ano letivo, nas escolas básicas de S. Bartolomeu, Almedina e Dianteiro, tendo como população alvo as crianças com 5 e 6 anos (último ano do jardim de infância e 1º ano do ensino básico). “Por volta dos 5 anos, a prevalência de alterações no ouvido médio é grande. No entanto, estas alterações – por serem flutuantes e muitas vezes apenas num ouvido – não são facilmente identificadas pelos educadores e pelos pais”, explica Margarida Serrano, docente responsável pela unidade curricular de Audiologia Comunitária da licenciatura em Audiologia da ESTeSC. Acresce que, aos seis anos, a criança “encontra-se numa fase de desenvolvimento de competências fundamentais para a aprendizagem da leitura”, para a qual “uma audição clara é essencial”, lembra.

Acompanhadas por equipas de seis estudantes e um docente, as crianças realizam rastreios que permitem detetar problemas no ouvido externo e/ou médio (como otites, por exemplo) e alterações na audição. Quando são identificadas alterações, as crianças são sujeitas a uma segunda fase de avaliação, com vista à confirmação dos resultados. Se o cenário se mantiver, a UCC de Celas encaminha a criança para o seu médico de família que, se assim o entender, conduz a criança para uma consulta de especialidade de Otorrinolaringologia. Este projeto pode “minimizar o impacto pessoal, psicológico, social e mesmo económico” destes problemas junto das famílias, nota Margarida Serrano.

Para os estudantes da ESTeSC, esta é uma oportunidade de realizar aulas práticas fora dos laboratórios da escola, e de adquirir competências técnicas e de comunicação num contexto em que tanto a normalidade como a patologia estão presentes.

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